Olá hackers de plantão! E olá campuseiros de plantão! Este é o primeiro artigo colaborativo entre o acesso.me e o campuseiro’s club e hoje conheceremos um pouco sobre o mundo hacker! Bom, primeiramente vamos deixar de lado essa visão fantasiosa e marginal hollywoodiana dos hackers, não é bem assim que a coisa funciona.

Hacker é uma palavra que possui dois significados bem distintos:

1º - Tradicionalmente um hacker é alguém que estuda a fundo e se diverte com software ou sistemas eletrônicos. Hackers gostam de explorar e aprender sobre como computadores funcionam, eles amam descobrir novas formas de utilizar ferramentas e muitas vezes desenvolver ferramentas para tarefas até então sem ferramentas.2º  - O sentido mais recente, empregado pela mídia em geral trás ao nome hacker um novo sentido: o hacker passa a ser alguém que usa seus conhecimentos de má fé para invadir sistemas para ganhos próprios, sejam eles financeiros ou não. Tecnicamente, esses criminosos são chamados de Crackers, como derivação de criminal hackers. Crackers invadem sistemas com más intenções.

Então, todos que são aficcionados por tecnologia, amam estudar como as coisas funcionam, buscam soluções para problemas ou melhorias para soluções, são hackers! Eu sou um hacker, e muito provavelmente você também é um!

Mas você pode estar se perguntando:

“Thiago, eu não sei programar, não uso esse tal de Linux, não entendo nada de eletrônica.”

E a minha resposta é: você não precisa saber nada disso para ser um hacker! Mesmo sabendo muito pouco de computadores, existem coisas bem básicas que você muito provavelmente faz que são hacks. Qual navegador você usa? Internet Explorer? Firefox? Google Chrome? Opera? Safari? Não importa qual deles você usa, mas se você tem a escolha e utiliza um como principal, você já está fazendo um hack, você escolheu entre várias ferramentas a que melhor te atende enquanto usuário. Claro, existem pessoas que pegam o código do Firefox ou do Google Chrome e fazem suas modificações ainda maiores como o Iceweasel, Chromium, Vivaldi, GNU IceCat e tantos outros, porém, para quem não programa ou não acha necessário reinventar a roda, quem faz esssas modificações quase sempre compartilha essas modificações com o público em geral (das opções que eu citei de navegadores modificados, somente o Vivaldi possui ports nativos para GNU/Linux, Windows e Mac) esses hackers são os que compartilham suas contribuições com a comunidade e também se beneficiam de contribuições de outros. Partindo dessa idéia que a informação original ou modificada deve ser compartilhada, um grupo de hackers se levantou e criou o movimento do Software Livre, lá atrás em 1985, esse grupo cresceu e se tornou uma comunidade, inclusive gerando dissidentes da própria comunidade que criaram as suas (a Iniciativa Open Source por exemplo) que possuem bases parecidas em alguns aspectos com o SL porém muitas outras divergentes. Falaremos sobre esses movimentos em outras oportunidades.

Alguns exemplos de hackers contemporaneos:

* Richard Matthew Stallman - Fundador da FSF (Free Software Foundation), pai do GNU e ativista ferrenho do Software Livre; * Jon Johansen - Responsável por quebrar a trava regional de cópia de DVDs; * John Draper - Conseguiu com um apito que vinha de brinde em um cereal quebrar a segurança de orelhões e fazer ligações gratuitas; * Eric Steven Raymond - Ícone do movimento OpenSource; * Andrew Stuart Tanenbaum - Criador do minix, kernel que serviu de inspiração para a criação do kernel Linux; * Linus Torvalds - Criador do kernel Linux, núcleo utilizado em todas as distribuições GNU/Linux;

Hoje os hackers contribuem com software e projetos diversos para essencialmente todas as áreas da tecnologia e não seria raro você estar utilizando na sua máquina um pedaço de software feito por esses hackers nesse momento.

Para refletirmos um pouco a respeito da importância desse mundo hacker segue alguns exemplos de software livre e software proprietário (por dica do Adonay Felipe Nogueira na rede Diaspora):Software não livre: Microsoft Windows, Microsoft Office, Apache OpenOffice, Skype, Apple iWork, Apple Mac OS, Internet Explorer, VirtualBox, VMWare, Team Viewer, Team Speak, Mozilla Firefox, Google Android, Mozilla Thunderbird, Google Chrome, Chromium, TrueCrypt, Winamp, Foobar 2000, Linux (núcleo), GNU+Linux Ubuntu, GNU+Linux Fedora, GNU+Linux Debian, GNU+Linux Mint, GNU+Linux RedHat Enterprise, GNU+Linux CentOS, GNU+Linux Gentoo, GNU+Linux OpenSUSE, GNU+Linux FreeBSD, GNU+Linux Arch, Outros que não me lembro…Software livre: GNU+Linux-libre Trisquel, GNU+Linux-libre GNewSense, GNU+Linux-libre Parabola, GNU+Linux-libre Dynebolic, GNU+Linux-libre BLAG, GNU+Linux-libre Ututo, Replicant, LibreOffice, GNU Icecat, Abrowser, Icedove, VLC, QEMU, Linux-libre (núcleo).

Nesse primeiro texto procurei me focar mais na introdução a cultura hacker para vocês, nos próximos estarei passando alguns hacks que aprendi com o tempo e alguns programas que uso, algums sistemas operacionais alternativos para os mais aventureiros.

Dúvidas, sugestões ou críticas, utilizem o campo de comentários ou entrem em contato comigo no twitter, por e-mail ou na rede Diaspora.Saudações Livres.

O trabalho O mundo hacker! de Thiago Faria Mendonça está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição 4.0 Internacional.