Olá hackers e campuseiros de plantão! Tudo certo? Hoje vamos mergulhar no mundo do Open Source, entender como a iniciativa funciona e ver as principais diferenças e semelhanças com o Movimento Software Livre! Vamos a algumas situações:
Situação 1: Você jovem mancebo está começando a se envolver com essa história de desenvolvimento! Está acompanhando as postagens do @anpix aqui no Campuseiro’s Club e está cada vez mais animado para criar e entender como programas de computador funcionam! Porém, nem todos os programas que você quer estudar o funcionamento permitem que você assim o faça, como seu player multimídia favorito, o ITunes, seu OS favorito o Windows 7 ou até mesmo aquele seu jogo de todo dia o Dotinha da madrugada, e você se pergunta se existe saída pra isso.
Situação 2: Você inocente criança do mundo digital cansou de fazer engenharia reversa naquele driver proprietário de placa wi-fi e decide entrar em contato com a fabricante pedindo que a mesma libere o código para a comunidade.
Situação 3: Você acha que o Movimento Software Livre é extremamente filosófico e não prático, logo, procura uma alternativa não proprietária ao mesmo.
Como sempre, você pode ou não se enquadrar em uma ou todas as alternativas abaixo, o fato é que, muito se fala em Open Source e pouco se sabe pela maioria, hoje vamos dar uma olhada um pouco mais profunda na iniciativa.
O site oficial da OSI você confere clicando na imagem abaixo:
Eu vou ser sincero com vocês, eu estou a dias quebrando a cabeça para explicar as diferenças entre a OSI e a FSF, e sim, eu sei a diferença entre elas, mas é daquelas coisas que é bem fácil de você entender mas difícil de expressar, entende? Por acreditar que conhecimento deve ser compartilhado e que os méritos de outros devem ser respeitados, por conta disso eu estou pegando emprestado o texto O que é Open Source (que você confere o link no final da postagem) do site do FLISOL Pouso Alegre, segue o texto na íntegra abaixo e logo após alguns comentários meus.
O que é Open Source ?
É comum ver Software Livre e Código Aberto (Open Source) sendo tratados como se fossem a mesma coisa. De igual maneira, não é difícil encontrar a expressão “código aberto” como mero sinônimo de “código-fonte aberto”. Não há, necessariamente, erros aqui, mas há diferenças.
O Open Source é um movimento que surgiu em 1998 por iniciativa principal de Bruce Perens, mas com o apoio de várias outras pessoas que não estavam totalmente de acordo com os ideais filosóficos ou com outros aspectos do Software Livre, resultando na criação da Open Source Initiative (OSI).
A Open Source Initiative não ignora as liberdades da Free Software Foundation, por outro lado, tenta ser mais flexível. Para isso, a organização definiu dez quesitos para que um software possa ser considerado Open Source:
- Distribuição livre;
- Acesso ao código-fonte;
- Permissão para criação de trabalhos derivados;
- Integridade do autor do código-fonte;
- Não discriminação contra pessoas ou grupos;
- Não discriminação contra áreas de atuação;
- Distribuição da licença;
- Licença não específica a um produto;
- Licença não restritiva a outros programas;
- Licença neutra em relação à tecnologia.
A descrição de cada um desses critérios pode ser encontrada em softwarelivre.org/open-source-codigo-aberto ou em www.opensource.org/docs/definition.php (em inglês).
Analisando as características da Free Software Foundation e da Open Source Initiative, percebemos que, em muitos casos, um software livre pode também ser considerado código aberto e vice-versa.
A diferença está, essencialmente, no fato de a OSI ter receptividade maior em relação às iniciativas de software do mercado. Dessa forma, empresas como Microsoft e Oracle, duas gigantes do software proprietário, podem desenvolver soluções de código aberto utilizando suas próprias licenças, desde que estas respeitem os critérios da OSI. No Software Livre, empresas como estas provavelmente enfrentariam algum tipo de resistência, uma vez que suas atividades principais ou mesmo os programas oferecidos podem entrar em conflito com os ideais morais da Free Software Foundation.
Apesar disso, Free Software Foundation e Open Source Initiative não são inimigas. Embora não concordem em alguns pontos, ambas as entidades se respeitam e reconhecem a importância da atuação de cada uma. De certa forma, pode-se dizer inclusive que o trabalho das duas organizações se complementam: a FSF atuando mais pelo lado social; a OSI, pelos contextos técnicos e de mercado.
Bem dahora o texto não é? Eu pensei em mil formas diferentes de falar isso e todas elas ou eram mais complexas (logo menos intuitivas) ou pessoais demais, então, após a leitura acima, vamos a alguns comentários meus.
- Eu considero a OSI importante para o mercado atual;
- Concordo plenamente que a OSI e a FSF não são inimigas, uma preza pela praticidade da coisa, outra pela filosofia como um todo, e não há nada de errado com isso, tanto é que, não raro desenvolvedores de um, contribuem com o de outro;
- Embora eu utilize o máximo de Software Livre que posso no meu dia a dia, admito que ainda utilizo Software Open Source em algumas situações, porém, gradativamente estou mudando isso, e recomendo a vocês a fazerem o mesmo! Mudanças assustam, principalmente aquelas que nos tiram de nossa zona de conforto, mas dê uma chance;
- Você pode apoiar, se abster ou simplesmente odiar a OSI, porém deve respeitar quem a defende ou não como deve respeitar a opinião de qualquer pessoa;
Bom turma, por enquanto é isso!Utilizem o campo de comentários e entrem em contato comigo via twitter, e-mail ou na rede Diaspora!
Sábado estamos de volta!
O trabalho OSI - Open Source Initiative de Thiago Faria Mendonça está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição 4.0 Internacional.